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Ruínas Romanas de Conímbriga

Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada como Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. Conímbriga foi à época da Invasão romana da Península Ibérica a principal cidade do Conventus Scallabitanus, província romana da Lusitânia. Localiza-se a 16 km de Coimbra. A estação inclui o Museu Monográfico de Conimbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, incluindo moedas, armas, ferramentas, utensílos domésticos, instrumentos cirúrgicos entre muitos outros.

Conímbriga é uma das raras cidades romanas que conserva a cintura de muralhas.

Em trabalhos junto à muralha Sul, foi descoberto um grande edifício cuja finalidade seriam termas públicas, com as suas divisões características. Foi ocupada pelos romanos durante as campanhas de Décimo Junio Bruto, em 139 a.C..

 

No reinado do imperador César Augusto (século I), a cidade sofreu importantes obras de urbanização, tendo sido construídas as termas públicas e o Forum.

Nos finais do século IV, e com o declínio do Império Romano, foi construída uma cintura muralhada de defesa urbana, com cerca de mil e quinhentos metros de extensão, possivelmente para substituir e reforçar a antiga muralha do tempo de Augusto.

 

A maneira um tanto rústica como este muro está construído denota uma certa urgência na sua obra, evidenciando um clima de tensão e de iminentes ataques.

 

Reconstituição I

Reconstituição II

Entre 1930 e 1944 escavou-se sistematicamente toda a área contígua à muralha Leste, colocando a descoberto, extramuros, as termas públicas e três vivendas.

 

Entre estas últimas, destaca-se a chamada Casa dos Repuxos, com uma área de 569 m², pavimentada com mosaicos e com um jardim central, onde se conservava todo um sistema de canalizações com mais de 500 repuxos. Na zona interna à muralha as escavações revelaram uma basílica paleocristã e uma luxuosa vivenda com termas privativas.

 

As escavações revelaram ainda um fórum augustano, demolido na época dos Flávios, altura em que a cidade recebeu um estatuto municipal, para dar lugar a um novo fórum de maiores dimensões e monumentalidade. Entre estes sectores monumentais foi escavada uma zona habitacional, da época claudiana, constituída por insulas que seriam ocupadas pela classe média da população ligada ao artesanato.

 

A partir de uma nascente localizada em Alcabideque a água era conduzida até Conímbriga por um aqueduto.

Em meados do século XX, a partir de 1955 o ritmo das investigações intensificou-se. Os abundantes materiais arqueológicos de toda a espécie, que não eram possível conservar no local encontram-se no Museu Monográfico de Conimbriga.

Conímbriga localizava-se na via que ia de Olisipo (atual Lisboa) a Bracara Augusta (atual Braga).

 

 

 

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(Duração estimada do Tour: 2 horas)